Avenida Nossa Senhora do Sabará, 4029 - Cidade Ademar, São Paulo/SP

Introdução:

De acordo com o Art. 3º da Lei nº 13.595, de 5 de janeiro de 2018, no qual o Agente Comunitário de Saúde tem como atribuição o exercício de atividades de prevenção de doenças e de promoção da saúde, a partir dos referenciais da Educação Popular em Saúde, mediante ações domiciliares ou comunitárias, individuais ou coletivas, desenvolvidas em conformidade com as diretrizes do SUS que normatizam a saúde preventiva e a atenção básica em saúde, com objetivo de ampliar o acesso da comunidade assistida às ações e aos serviços de informação, de saúde, de promoção social e de proteção da cidadania, sob supervisão do gestor municipal, distrital, estadual ou federal, propomos esta ação de Educação Permanente para os ACS que atuam nas Unidades de Saúde do município de São Paulo.
Sabe-se que tanto o ambiente do trabalho quanto a organização do processo de trabalho são possíveis causadores de sofrimento profissional. No caso do ACS, destaca-se que a mediação realizada por ele entre comunidade e equipe de saúde pode representar um potente estressor em decorrência da pressão exercida por esses dois universos no desempenho de seu trabalho, em que são depositados grandes anseios e expectativas. Sobre isso, ainda está muito associada, na visão da comunidade, a impossibilidade de desvincular as atividades de trabalho de sua vida privada (Santos, Vargas e Reis, 2014; Justo, Gomes e Silveira, 2015).

Definida como uma das funções do ACS, a atuação na promoção e no cuidado em saúde, reconhecendo a determinação sociocultural do processo saúde-doença-cuidado; Articulando estratégias de educação em saúde que considerem a realidade de saúde das pessoas do território e que promovam a participação das pessoas e sua autonomia para o cuidado em saúde e a possibilidade de introduzir a linguagem do palhaço, da alegria e do compromisso do olhar sensível do agente comunitário palhaço para as situações que vivenciam em seu cotidiano de trabalho, além de elaborar seus próprios sentimentos e emoções. Estes foram os principais elementos para o iniciarmos o projeto agentes da alegria, que engloba além dos ACS, os acompanhantes de idosos e de pessoas com deficiência.

Objetivo: Capacitar os ACS para a linguagem do palhaço, utilizando-se da metodologia da palhaçaria para ações locais com os usuários e profissionais dos serviços de saúde.
Objetivos Específicos:
– Atuar nos serviços de saúde com a linguagem do palhaço em momentos específicos e estratégicos dos serviços de saúde em que exista de aumento de tensão/estresse, por exemplo: espera para coletas exames, agendamentos de consultas, abertura da unidade, etc.
– Atuar em grupos educativos para diversas faixas etárias e ciclos de vida dos usuários como facilitador dos temas que a equipe tenha necessidade de abordar.
– Atuar em visitas domiciliares a usuários acamados em momentos específicos, acompanhando equipe técnica para momentos de alegria e descontração.

Metodologia

Primeiramente foi realizado o convite aos gerentes dos serviços para que indicassem os profissionais que possuíam perfil para atividade.
Perfil:
Após a indicação, foi realizada a apresentação do projeto aso profissionais e o desafio da desconstrução do Ser para tornar-se Palhaço. Na ocasião, os profissionais poderiam escolher entre aceitar ou não participar das capacitações.
Foram desenvolvidas 8 oficinas com duração de 4horas cada, dividas em módulos, totalizando 40 horas.
Durante as oficinas os serviços: CAPS Adulto, CAPS Infantil de Cidade Ademar e UBS Mar Paulista tiveram intervenção com o dia do Abraço.
Ainda tivemos uma oficina realizada na URSI Cidade Ademar com a participação dos idosos na Dança Senior.
Durante a realização da oficina tivemos a desistência de 2 profissionais por não estarem se identificarem com o projeto. Não houve qualquer prejuízo aos profissionais que optaram por não continuar.

Resultados Esperados:

Ações práticas nos serviços:
Desenvolvimento de atividades com o público que frequenta a UBS em sala de espera, filas para atendimentos diversos, campanhas de vacinação, grupos específicos da unidade.
O desenvolvimento dos próprios Agentes da Alegria, que através das dinâmicas realizadas, trabalharam as próprias emoções, histórias de superação, e enfrentamento das situações do cotidiano.